08/08/2011

# Errar é humano...



Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala ...

*puxa-saquismo =




o tolo precisa de outros tolos que o admirem*

Amizade x Sabedoria







"Meu coração é totalmente desarmado.



Se eu amo, amo mesmo.



Se eu confio, confio mesmo.



Mas, o tempo,



o aprendizado que vem com as circunstâncias,



têm me ensinado que inocência



é coisa pra andar bem juntinha da sabedoria."

06/08/2011

Cara de paisagem ~~ ~~


#abaixogentequefazcaquinhaefi​cacomcaradepaisagem

" No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia... " Mario Quintana

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King
...
“Para o triunfo do mal, basta que os bons fiquem de braços cruzados.” Charlie Chaplin

“Chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles.” Provérbio Português

12/06/2011

O amor é uma dor - "Feliz Dia dos Namorados"

Para quem não gosta muito do dia dos namorados...

vai aí um poema de um coração solitário:

Ah, o amor...

O amor é uma dor

É um tédio sem remédio

Que nem um prédio desabando

Assim eu sigo te amando

Sendo deixado de lado

Sem ser amado!

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Texto do famoso poeta: Zé de Serrania

E para os que lidam com a situação “solteirice” com muito bom humor neste dia tão cheio de

nhem nhem nhem..., vai aí o anúncio de um amigo meu

Para os apaixonados que nem eu...

Um monte de...

...pro meu amor!!!!

“Cada pessoa que passa em nossa vida é única, sempre deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Há os que levam muito, mas há os que não deixaram nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso”

E um Feliz...



...pra todo mundo (solteiro ou não)

“E o amor? Até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz

- Meredith Grey -

05/07/2010

Recomeçando...


Hoje é o dia que a minha vida começa. Hoje eu me torno uma cidadã do mundo. Hoje eu me torno adulta. Hoje eu me torno responsável para outros que não meus pais e para mim mesma. Hoje eu me torno responsável pelo mundo, pelo futuro, por todas as possibilidades que a vida tem a oferecer. A partir de hoje… Meu propósito é aparecer com os olhos abertos, com determinação e preparada. Pra que? Não sei, para qualquer coisa, para todas as coisas. Para enfrentar a vida, para enfrentar o amor, para enfrentar as responsabilidades e as possibilidades. Hoje minha vida começa. Ou recomeça? É a necessidade de mudanças. Nós não gostamos delas. Nós as tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Porque crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo. Porque a vida é assim: nascemos, vivemos, morremos; não necessariamente nessa ordem. Colocamos as coisas pra descansar apenas para ressuscitá-las de novo. Então com o que ainda podemos contar? Porque não dá pra contar com nada na vida. Viver é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe. Entramos no mundo sozinhos e saímos dele sozinhos. E tudo que acontece entre isso? Devemos a nós mesmos encontrar uma companhia. Precisamos de apoio. Caso contrário, estamos nessa sozinhos. Estranhos. Desligados uns dos outros. E nós nos esquecemos o quanto conectados estamos. Então, ao invés disso, escolhemos o amor. Escolhemos a vida. E por um momento nos sentimos um pouco menos sozinhos. A gente cresce, fica mais velho… Mas, na maioria dos casos, a gente ainda é um bando de crianças correndo no parquinho desesperados para entrar num grupo, fazer parte. É a tão sonhada intimidade que também pode significar ‘aqui – está – o – meu – coração – por – favor – esmague-o – como – carne – moída – e – se – delicie’. É uma coisa ao mesmo tempo desejada e temida. Difícil de conviver com e impossível de se viver sem. Mas não é porque todas as canções um dia acabam, que não possamos curtir a música... É isso o que desejamos: recomeços, mudanças, intimidade, fazer parte, pertencer. E desejamos porque precisamos de ajuda. Estamos assustados e sabemos que talvez pedimos demais dos outros ou de nós mesmos, mas ainda desejamos porque às vezes os desejos se realizam. O desejo pode até ferrar com a sua vida. Mas por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que mais sofrem são aquelas que sequer sabem o que querem. E a única maneira é encarar nossos medos de frente, e não importa se somos fortes, traumas sempre deixam uma cicatriz. Seguem-nos até nossas casas, mudam nossas vidas. Traumas derrubam a todos, mas talvez essa seja a razão. Toda a dor, o medo, as idiotices. Talvez viver isso é que nos faz seguir adiante, é o que nos impulsiona. E essa dor, podemos diminuí-la, mas quando a vida sucumbe, quando nós sucumbimos, não há regras fortes e rápidas, apenas temos que superar. E talvez precisemos cair um pouco para levantar novamente. Mesmo quando nossas esperanças perdem para a realidade e finalmente temos que nos entregar à verdade. Isso significa apenas que perdemos a batalha de hoje, não a guerra de amanhã. E não sei porque passamos toda a vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos e das nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa: quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é como imaginamos. Não dá para saber qual dia será o mais importante da sua vida. Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente que acabam se tornando os mais importantes. Mas mesmo assim faça um plano, tenha um objetivo. Trabalhe para alcançá-lo, mas de vez em quando, olhe ao seu redor e aproveite, porque tudo pode acabar amanhã. É uma das decisões e escolhas difíceis das quais você têm que fazer. E às vezes, até o melhor de nós tomamos decisões arriscadas… decisões ruins. Decisões que nós sabemos que vamos nos arrepender. No momento… no minuto… especialmente na manhã seguinte. Talvez não ‘arrepender’ arrepender… porque mesmo estando naquela situação, mesmo assim… alguma coisa dentro de nós decide fazer uma coisa louca. Uma coisa que sabemos que provavelmente vai se voltar contra nós e nos ferrar… Ainda sim, nós fazemos do mesmo jeito. O que estou dizendo é que... nós colhemos o que plantamos. Tudo que vai, volta. Mesmo que você tente amenizar. Então, as faça com sabedoria, pois decisões e escolhas apressadas, aquelas que vêm fáceis e rápidas, sem hesitação, são as que nos perseguem para sempre. E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, que o próprio o amor é uma questão de escolha. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz. Mas se há uma crise, não se desespere. Siga adiante. Porque certamente você já viu o pior, sobreviveu ao pior. E sabe que conseguirá sobreviver a mais essa crise também. O que devemos fazer então é esquecer e perdoar e seguir em frente. É isso que dizem por aí, apesar de não ser um conselho muito prático. Porque quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. O que é pior: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás, mas nunca o fizeram? Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer. Mas a vida já é tão difícil, por que a gente fica arranjando mais problemas pra gente? Que necessidade é essa de apertar o botão de auto-destruição? Então você pode desperdiçar sua vida construindo barreiras e fronteiras ou então você pode viver ultrapassando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado pode sim ser espetacular. E porque a gente fica adiando essa travessia? Eu diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir, reagir! Então concluímos que amor, coragem, gratidão, reconhecimento, agradecimento… Não importa quais palavras você use, todas têm o mesmo significado: Feliz. Nós deveríamos estar felizes, gratos pelos amigos, família. Feliz só de estar vivo… Você gostando ou não. Mas talvez gratidão não tenha nada a ver com alegria ou felicidade. Talvez estar grato signifique reconhecer o que você tem e para que serve…Apreciar pequenas vitórias…Admirar o esforço que leva simplesmente para ser humano. Talvez sejamos gratos pelas coisas familiares que conhecemos. E talvez sejamos gratos pelas coisas que nunca conheceremos. No final do dia, o fato de termos a coragem de ainda estarmos de pé…é razão suficiente para comemorarmos. Porque, apesar de tudo, as coisas boas nem sempre são o que parecem. Muito de qualquer coisa, até amor, nem sempre é uma coisa boa. Então deixe o passado para trás e comece de novo. É difícil resistir à chance de um novo começo, à chance de colocar os problemas de lado, deixar que alguma coisa que muda a gente, idealmente, nos dá esperança… A palavra ‘recomeço’ está sempre atraindo o ser humano para uma vida nova, estamos sempre recomeçando, fazendo novos filmes de nossas próprias vidas, ora um filme de comédia, ora uma tragédia grega, ora um drama, ora um romance... Isso nos renova, nos motiva, nos dá esperança, saber que sempre podemos recomeçar quando não estamos gostando do filme que estamos protagonizando, e em alguns casos, coadjuvando. Uma nova forma de viver e de olhar para o mundo. Desfazer-se de velhos hábitos, memórias antigas. O que importa, é nunca pararmos de acreditar que… podemos ter um novo começo. Mas também é importante lembrar-se de que no meio de toda essa confusão… existem algumas coisas que valem a pena serem mantidas. E aí quando você consegue a tal superação e alguma coisa grande e boa está para acontecer com você, você consegue sentir. Eu sei que é fácil dar uma solução rápida quando você não sabe muito do problema. Ou quando você não entende o que realmente está por trás da ferida, ou quão profunda a ferida realmente é. Mas o primeiro passo para a verdadeira cura é saber exatamente o que é para se poder tratar. Nós deveríamos esquecer o passado que nos trouxe até aqui, ignorar as complicações futuras que irão surgir, e ir para a solução rápida. Mas o mundo é cheio de inesperadas reviravoltas. E quando você acha que é dono do seu nariz, da sua vida e do mundo, o chão sob você sai do lugar e te derruba. Se você tiver sorte, acabará com nada mais do que um arranhão. Algo que um band-aid irá cobrir. Mas alguns machucados são mais profundos do que aparentam ser e necessitam de mais cuidado do que um simples curativo. Permitir que alguém entre, por exemplo, significa abandonar as paredes que passou construindo toda a vida. E mesmo assim não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar. Definitivamente, tudo que fazemos é causar danos. E aqui vai a verdade sobre a verdade: ela machuca, mas talvez a gente goste da dor. Porque sem ela, talvez, a gente não se sentisse vivo. Nós todos atravessamos a vida magoando nós mesmos… magoando a outras pessoas. O problema é tentar descobrir como controlar o dano que causamos, ou o que foi feito em nós. Algumas vezes o estrago nos pega de surpresa. Às vezes nós pensamos que podemos corrigir o estrago. E às vezes o estrago é alguma coisa que nem sequer podemos ver. No fim das contas todos nós estamos machucados, por algum motivo ou por alguém ou por nós mesmos. Pois quando nosso coração está ameaçado, nós respondemos de duas maneiras: ou nós corremos, ou nós atacamos. É instinto. Não podemos controlar… ou podemos? Então o fato é esse: todos nós fazemos estragos…. E aí, pensamos em consertar…. o que pudermos. Então vem a solução mais complicada, e digo complicada porque não depende só de você, depende de todos os envolvidos nessa queda: o conserto. Claro que desculpas nem sempre consertam as coisas. Talvez porque usamos demais e de diferentes formas, como uma arma, como fuga. Mas quando realmente estamos arrependidos, quando tentamos consertar, quando realmente queremos e quando consertamos, desculpar é perfeito. Quando fazemos certo, se desculpar é se redimir. Sei que na prática isso é significado de sacrifício, mas a vida requer certos sacrifícios. Tem dias em que o sacrifício parece valer a pena. E tem dias em que tudo parece ser um sacrifício. E também existem os sacrifícios que você nem se dá conta do porque está a fazer. Um sábio disse uma vez que você pode ter o que quiser na vida, se sacrificar o resto por isso. O que ele quis dizer é que tudo tem seu preço. Então, antes de entrar para a batalha, melhor que decida o quanto está disposto a perder. Pois seres humanos precisam de muitas coisas para se sentirem vivos… precisamos mais que um coração batendo. Precisamos que esse coração se sinta vivo, quente, preenchido, acompanhado, que ele não se sinta só nessa batalha pra se sentir forte o suficiente pra vencer.
(depois de tanto ouvir os discursos de Meredith Grey, nasceu essa postagem...)

A Saga do Amor - Parte V (Amor constante = Exercício de conquista)



Para durar, o amor deve ser um constante exercício de conquista. Enganam-se as pessoas que pensam que é hora de sossegar num relacionamento estável, que a sedimentação da relação garante, por si só, a sua sobrevivência.


Se não for cultivado diariamente, com pequenos e também grandes gestos de atenção, o relacionamento se acomoda e o entusiasmo vai embora. A disposição para com o cuidado com o outro é que mantém a chama acesa.


Tudo começa movido pelo elemento fogo: é paixão! Arrebatadora! Corações em brasa, corpos ardentes, disponibilidade total, olhares enamorados, admiração mútua... Uma beleza! Ele e ela foram bem sucedidos na conquista e entendem que o amor se instalou inexoravelmente. Tornam-se irremediavelmente "felizes para sempre"!


Com o passar do tempo o fogo abranda, o gráfico da paixão ameaça raspar na base do papel, o olhar já não pousa sobre os olhos do outro, os beijos já não são mais ardentes e a motivação para os programas a dois diminui.


A vida é assim, certo? Errado! E o erro está em acreditar que a manutenção de um relacionamento - e do fogo, claro - seja algo automático e que deveria ocorrer naturalmente. Uma relação amorosa é um grande desafio.


O jogo começa quando se pensa que terminou (com a efetivação da união). Não se sustentará, a menos que seja vivido como um constante exercício de conquista. Amor é labor. É há de ser assim, ou perecerá. Nada na vida funciona bem, a menos que se renove. A renovação da conquista é tão importante quanto reafirmar a escolha amorosa. Para conquistar o parceiro, a parceira, tudo de que se necessita é disposição pessoal para o cuidado. Regar a planta, remover as ervas daninhas, nutrir. Ele - ou ela - perceberá o cuidado, experimentará gratidão e verá renovar-se no peito o bem querer. E esse cuidado reafirma o sentimento de bom gosto na escolha de parceria. "Ah, como é bom meu amor importar-se comigo e tratar bem de mim".


A chama amorosa se renova e dá sustentação à continuidade e ao crescimento do vínculo e do prazer de vivê-lo.


(Baseado nos estudos de Alberto Lima, psicoterapeuta)

23/06/2010

A Saga do Amor - Parte IV (O amor e suas flutuações)


Passado o frenesi da paixão, quando um só tem olhos para o outro, o casal vive uma outra fase do amor, mais tranquila, em que os parceiros começam a retomar a individualidade. Essa mudança muitas vezes não acontece ao mesmo tempo para os dois, o que requer de ambos um esforço de compreensão, sob o risco de pôr a perder uma relação promissora.


O ser humano deseja ao mesmo tempo estabilidade e instabilidade. Premidos pela curiosidade e pela insatisfação com a rotina, procuramos "sarna pra nos coçar", como diriam nossos sábios avós. Porém, o desejo de estabilidade permanece, ainda que essa estabilidade seja cada vez mais difícil de se alcançar num tempo em que tudo se move.


Karl Marx, o filósofo e economista alemão, já dizia que "tudo que é sólido se desmancha no ar". Do conforto da previsibilidade, passo a passo chegamos a um mundo em perene movimento. Tudo se agita. E, no entanto, continuamos precisando de estabilidade, tanto quanto de instabilidade. Para duas pessoas apaixonadas, a estabilidade existe na forma de ininterrupção. Eles desejam estar e estão sempre que podem juntos. Isso, para eles, é amor.


Só têm olhos um para o outro e nada que não seja sua paixão os distrai. Porém, cedo ou tarde a paixão dá lugar a um sentimento mais tranqüilo, que permite que se olhe para os lados, para fora da relação apaixonada. A pessoa que estava perdida dentro da outra retoma a individualidade e, ao fazê-lo, vive processos e sentimentos que estavam latentes. Seu amor, mesmo que sólido e incontestável, não se traduz mais em dedicação total.


Agora existem aproximações e afastamentos, flutuações de intensidade e qualidade, sentimentos paradoxais, fantasias, curiosidades que fazem olhar para além da relação. A mudança pode acontecer em tempos diferentes para cada um. E aquele que continua apaixonado não entende o que se passa. Acha que não é mais amado, e isso se torna fonte de mal-entendidos.


É importante que um se ponha no lugar do outro para entender o que está vivendo, mas pedir isso a um apaixonado é quase perda de tempo. O esforço virá mais facilmente daquele que já passou o período da paixão absoluta. Ele terá condições de compreender e acolher a incompreensão do parceiro, sem se revoltar com o que poderá ser sentido como tentativa de controle e dominação. Talvez valha mais a pena este esforço do que simplesmente se afastar de uma relação amorosa promissora.


(Baseado nos estudos de Nahman Armony, médico psicanalista)

21/06/2010

A Saga do Amor - Parte III (Qualidades e defeitos da pessoa amada)


No começo de uma relação, nossa tendência é idealizar o parceiro. Só conseguimos enxergar o que ele tem de bom e de comum com a gente. Depois, com o tempo, a realidade se impõe e passamos a só dar valor aos aspectos negativos e às diferenças que tem conosco.
Equilibrar nossa visão do parceiro é um exercício que vale a pena ser feito, porque evita muitos conflitos desnecessários.

Quando conhecemos alguém que nos interessa, colocamos atenção do suas qualidades, nas coisas que acreditamos ter em comum, enaltecemos tudo que a pessoa faz por nós. Em contrapartida, damos atenção mínima aos seus pontos negativos e negamos as diferenças que tem conosco. Em outras palavras, o idealizamos.

Com o tempo, a realidade se faz presente e a idealização não se sustenta. Aí começam os problemas. Sentimos-nos traídos, enganados. A verdade é que nosso cérebro distorceu nossa visão. Ao cair na real, cometemos outro erro: passamos a depositar atenção dobrada nos defeitos da pessoa e nas diferenças que tem conosco, eliminamos seus pontos positivos, negamos o que temos em comum - parece que o antigo amor-perfeito agora só faz coisas que nos aborrecem e por isso desejamos nos afastar.
Fica difícil fazer com que um entenda que o outro não pretende magoar ou aborrecer.

As coisas seriam mais fáceis se nos empenhássemos em colocar atenção igual no que o outro tem de positivo e de negativo. Teríamos uma visão mais equilibrada, seríamos mais justos, mais tolerantes.

O objetivo então deve ser manter o foco nas virtudes do outro, pois a primeira coisa que fazemos quando ele nos aborrece é esquecê-las.


(Baseado nos estudos de Rosa Avello, psicoterapeuta e especialista em sexualidade humana e na identificação de perfis psicológicos)

11/06/2010

26 dias dos namorados solteira!



Junte num cenário: você solteira + aquela pessoa que você tem na cabeça e que não te corresponde + casais juntinhos no maior love sempre esbarrando em você + amigos lhe contando planos românticos para jantares e troca de presentes + o dia dos namorados. Juntou? Pois é, é de deixar qualquer um down. Então parabéns pra mim, pois esse é o 26 ano que passo o dia dos namorados solteira! Sério mesmo... Já tive alguns namoros, todos longos, mas sempre passei esse dia ou solteira ou separada do namorado. Karma? Talvez. O fato é que nunca experimentei passar esse dia como um casalzinho de passarinho, com beijinhos, bem coladinho, de chameguinho, troca de presentinhos e mais um monte de 'inhos' bem típicos desse dia. É a vida né. Fazer o quê? Mas que me atire o primeiro anel de compromisso a mulher que nunca esteve solteira e odiando estar só no dia dos namorados. É de dar raiva. Você logo pensa: poxa vida, logo você que é tão bacana, querida, bem resolvida, bonita, não consegue gostar de ninguém ou aquele cara dos seus sonhos não aparece ou, pior, não se liga em ninguém porque gosta de alguém que não te corresponde. É dose! Acho que vou fazer um ano de oração 'braba' em prol disso pra ver se Deus afasta esse karma de mim. E ano que vem quero voltar aqui e postar coisas melosas, bobas e bregas sobre meu namorado e eu. Se Deus quiser!

08/06/2010

A Saga do Amor - Parte II (Respeitando o luto pelo rompimento)



Respeitar o luto pelo rompimento ajuda no sucesso da nova relação.

Quem não vivencia a dor da separação - e entra em outro relacionamento ainda sob o impacto de frustrações mal digeridas - não consegue administrar a interação dos vínculos anteriores com os novos e tão pouco ter tranqüilidade para avaliar o que quer e o que não quer de um futuro parceiro. Isso tudo aumenta o risco de que os erros do passado se repitam.

Ao se pensar em uma nova relação, após o encerramento de outra, cabe fazer algumas reflexões e tomar alguns cuidados.

A primeira questão fundamental é respeitar e suportar a fase de luto pós-rompimento. Por pior que a relação tenha sido, o rompimento traz dores inevitáveis. São os projetos frustrados, as raivas reacendidas, as culpas irracionais, as perdas de todos os tipos. Tudo isso, mais as dificuldades específicas de cada caso, provocam sensações dolorosas.

Uma pessoa pode vivenciar esses sentimentos e se permitir chorar a dor, expressar a raiva e limpar a culpa antes de refazer novos projetos relacionais. Quem não suporta viver esse período de luto corre o risco de sair em uma corrida desenfreada para colocar alguém no lugar da pessoa que se perdeu. Dessa maneira, vai começar uma nova relação ainda preso às frustrações e às expectativas da anterior.

Aprender a viver sozinho e a lidar com a solidão são duas importantes tarefas no crescimento emocional e podem ser treinadas nessa fase.

Em função das dificuldades na relação anterior e do desejo de acertar dali para a frente, muitos passam a idealizar o próximo relacionamento. Nessa fantasia, correm o risco de não enxergar o novo parceiro com olhos de realidade. Desejam uma relação sem problemas ou têm desejos impossíveis de que eles não tenham necessidades nem dificuldades.

Outro ponto a ser considerado é uma preparação para esse novo relacionamento. Para isso é preciso ter consciência do que se quer e do que não se quer na nova relação, e ter claras as concessões que se está disponível a fazer. Só então será possível examinar o novo parceiro e avaliar quais itens serão fáceis na convivência e quais precisarão de discussão e negociação mais elaborada.

Tomando esses cuidados, a nova relação poderá ser uma fonte de prazer e crescimento, livre dos tormentos da anterior e, na medida do possível, das armadilhas do imprevisto.


(Baseado nos estudos de Solange Rosset, psicóloga e terapeuta relacional)

07/06/2010

A Saga do Amor - Parte I (Escolhendo a pessoa)


Imagine a história (não tão incomum, eu garanto):

Um jovem se envolve com alguém e constrói um relacionamento cheio de afinidades intelectuais, culturais, afetivas e físicas. Tudo corre bem até que aparece uma terceira pessoa que se apossa do interesse do jovem.

No momento em que uma terceira pessoa desperta a atração, surge a necessidade de escolher, o que desencadeia tanto medos e culpas quanto muito sofrimento. Vêm então a sensação de culpa e a tentativa de negar a força da nova relação, reafirmando o amor incondicional e infinito pela pessoa com quem já vinha se relacionando. E aí é que está o dilema: com quem ficar?

Ele se sente comprometido com a primeira pessoa que entrou na sua vida, pelas promessas já feitas, próprias e inevitáveis das relações amorosas. Por essa culpa e em nome da ética, poderá, com muita dor, renunciar ao novo amor e aprisionar-se em um relacionamento que poderá ser feliz, mas presumivelmente não terá a alegria e a vitalidade que haveria na outra relação.

Outro fator que pesa é a sensação de segurança resultante do tempo de convivência, dos planos para o futuro a dois, das redes familiares que se formam, das reafirmações de um amor verdadeiro que se pretende indestrutível.

Mesmo com todas essas sensações será uma escolha acompanhada de terrível sentimento de perda de algo novo, que poderia ser muito bom. A opção pela outra relação também traz sofrimento, pela perda de uma ligação boa, carinhosa e confiável, pela culpa e também pelo sentimento de ser um canalha que coincidirá com o julgamento social (que acaba, injustamente, acontecendo, mesmo que ele esteja tentando agir da forma mais correta possível).

O dilema é de difícil solução e será preciso um tempo para que nessa dinâmica a três apareça uma escolha. Quando falo de dinâmica, penso nas diferentes reações possíveis de cada um dos componentes do trio em suas interações. Não há o que fazer a não ser esperar que a situação se desenvolva de modo que, por seu movimento próprio, venha apresentar uma saída.

Esta, porém, nunca será inteiramente satisfatória.

Escolher entre dois amores não é nada fácil, porque envolve perdas. Um envolvimento amoroso que se forma em meio a outro (sendo este ainda um compromisso ou uma relação acabada e mal resolvida) gera tanto angústia quanto confusão na maioria das pessoas. A decisão sobre com quem ficar deve partir de uma contabilidade delicada entre o que manda a razão e o que pede o coração.

O difícil, porém, é aceitar que no momento em que se opta por um dos amores certamente se estará perdendo o outro.

Conselhos não adiantam. A paixão é cega, surda e burra. Se somos mais emocionais, seguimos o coração. Se somos mais lógicos, escolhemos a razão. Feita a escolha, deve-se aceitar a perda e deixar o outro seguir seu caminho. Assim poderá ser feliz. Simples assim? Não! Acredite em mim: é beeeem mais complicado na vida real. Eu sei o que estou dizendo.


(Baseado nos estudos de Nahman Armony, médico psicanalista e Leniza Castello Branco, psicóloga e analista).

23/05/2010

Eu 1 X 0 Neurótica Obsessiva Compulsiva

Hoje, conversei com uma pessoa com transtornos de neurose obsessiva compulsiva e aprendi o seguinte: GARRAFÃO QUE CARREGA GASOLINA NUNCA PERDE O CHEIRO. O amor, esse nobre sentimento, pode se transformar em uma doença se ultrapassar os limites do bom senso. Mas quem é que tem bom senso quando está apaixonado? Hã? Hã? É por isso que devemos tomar certos cuidados... Pois o amor pode realmente nos cegar e nos dar a falsa esperança de que aquela pessoa que amamos mudará para melhor, para que enfim se possa ter com ela um relacionamento feliz e tranqüilo. Até acredito que um sapo possa se transformar em príncipe e uma bruxa em fada, até porque não posso também perder a fé no ser humano. E eu não estou falando daquela mudança superficial e com prazo de validade. Pois assim seria como se o príncipe ficasse com resquícios de sapo, a fada de bruxa e o galão com o cheiro de gasolina. Estou falando de uma real transformação. Mas pra alguém mudar, melhorar e se transformar existe um longo processo de auto reconhecimento, auto análise e até auto crítica pra enxergar em si mesma a necessidade de mudança. A dona do blog Chá das 5, Germária Sampaio, tem razão quando diz: "Esse amor piegas corrói como câncer, aniquila e mata o verdadeiro sentimento. O verdadeiro amor não pede nada em troca e somente oferece aquilo que pode dar. Saiba com quem você se relaciona, questione, pergunte, não deixe que o caso role como um barco a deriva. Evite entrar numa grande roubada. Observe mais e deslumbre menos, não deixe os momentos românticos te cegarem. Que o homem possua qualidades básicas para entrar na vida de uma mulher. Que a mulher seja uma dama, que ela possua educação e dignidade. A má conduta é muito bonitinha no início, orgulhosamente acham que o amor transformará tudo. Ledo engano, pois garrafão que carrega gasolina nunca perde o cheiro meus amigos! Então, para um relacionamento sério pense: qualquer coisa não serve!" Sábias palavras, sábias palavras.

Horóscopo do dia

Não acredito em horóscopo, mas leio o meu algumas vezes por ano só pra saber se os tais "astros" estão passando uma informação coerente ao "sábio dos signos", aquela pessoa responsável por essa parte dos jornais e revistas. E eu digo responsável porque conheço pessoas que não saem de casa sem ler o seu e seguem fielmente o que está escrito ali; então tem que pelo menos fazer algum sentido. O meu hoje estava assim: "não deixe que as forças do ego superem a sua sensibilidade e façam com que esqueça certos aprendizados que vêm se sucedendo, algumas vezes até as duras penas. Não há o que provar para você mesma nem para qualquer outra pessoa. É fundamental, neste período, que você valorize o que é." É... faz sentido. Concordo principalmente com o "duras penas". Algumas coisas ultimamente tenho aprendido assim: as duras penas!

22/05/2010

Desabando!

Uma angústia sem fim sempre toma conta de mim quando sofro... e acabo correndo pro colo de Deus... tentando encontrar conforto, abrigo, respostas... Por que nada do que faço me preenche? Por que quase nada do que existe a minha volta faz sentido? Por que, a minha vida inteira, eu me senti assim... sozinha, incompleta e sempre PRETERIDA? Se pudéssemos adivinhar quais são os planos de Deus para nossas vidas... sofreríamos menos, porém não exercitaríamos a nossa fé. Quando estou triste me sinto mais perto de Deus, porque tenho a certeza de que Ele é o único que pode entender as minhas tristezas e frustrações e vir em meu socorro, por mais que eu não enxergue seus planos acontecendo em minha vida naquele momento de angústia. Li uma vez a frase fuçando a internet: "Deus faz hoje, entendemos amanhã". Posso até me acabar de chorar quando a coisa fica pesada demais pra mim, o que não posso é esmorecer. Pois "os que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre".

17/05/2010

...








Não,


eu não amo assim publicamente...


Eu amo pelos cantos,


como quem esconde um tesouro!

06/05/2010

Mãe…

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"Desejo a você...
Cheiro de jardim
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Aprender uma nova canção
Queijo com goiabada
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Ouvir a chuva no telhado
E muito carinho meu".

"O presente é grande,

não nos afastemos,

não nos afastemos muito,

vamos de mãos dadas!"

Mãe te amo pra vida toda!

( Partes de Poemas de Carlos Drummond de Andrade )

* Essa é a minha foto preferida de nós duas juntas.

Segredos

0

Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...

Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Hum! Hum! Huuuum!...

Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Hum! Hum! Huuuum!...
Hum! Hum! Huuuum!...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

Eu procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

(Frejat)

*Essa música define bem uma das coisas que quero no momento.

20/04/2010

Solidão



Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada."


Josh Billings


Solidão. Sozinho. Sozinho? Mas e as pessoas que estão ao seu redor? E todas as pessoas com quem você conversa, sai, se relaciona de alguma maneira? Onde você está? Em um mundo que te obriga a parecer bem, quando não está. Você sente falta de algo que na verdade nunca teve. É uma solidão interior. Falta de si mesmo. Será que existe isso? Sentir-se sozinho consigo mesmo? Chega um momento que isso se torna tão forte, que você se sente completamente anestesiado.


E, de repente, por mais um momento parece que tudo passou. Você está novamente bem. Você volta a conversar com todos, faz o teu papel no mundo. Você tem que se comunicar de todas as formas possíveis, goste disso ou não. Às vezes te dá vontade de gritar. Falar que não é disso que você gosta. Falar que não é isso o que você quer fazer. Você quer ser assim. Você quer ser você. E você gosta de ser assim. Mesmo parecendo estranho para outras pessoas. Mas o que isso importa? Seja você mesmo.


Uau! Agora está na fase auto ajuda e alto astral.Você faz piada de tudo. Nada te incomoda. Você aceita a todos e não se importa com o que dizem sobre você. Parece ser a melhor fase da nossa vida. Mas será que é mesmo? Porque vai chegar uma hora que você vai cansar disso. E você vai explodir, vai se sentir sozinho no mundo.


E... o mundo dá voltas. Assim como a sua vida. (Aceitação!)


(http://algosobreoque.blogspot.com/)